Enfermeira que estruturou 30 leitos de UTI mostra como gestão eficiente transforma hospitais

Por: Ana Paola – Com 15 anos de experiência, Isabela de Andrade Silva destaca a importância da organização das equipes e da segurança dos pacientes.
A qualidade de um hospital não depende apenas de equipamentos modernos ou da quantidade de leitos disponíveis. Por trás de cada atendimento, existe um trabalho de planejamento, organização e capacitação que pode fazer diferença na vida dos pacientes. É nesse cenário que se destaca a enfermeira intensivista Isabela de Andrade Silva, profissional com 15 anos de experiência e atuação na estruturação de serviços hospitalares de alta complexidade.
Atualmente, Isabela é supervisora de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto e do serviço de Hemodiálise do Hospital Universitário Sagrada Família (HUSF), em Araguari, Minas Gerais. Sua trajetória reúne assistência a pacientes graves, liderança de equipes e desenvolvimento de processos para melhorar o funcionamento das unidades hospitalares.
Um dos principais marcos de sua carreira foi a participação direta na implantação de 30 leitos de UTI Adulto, trabalho que envolveu desde a organização dos equipamentos até a seleção e preparação dos profissionais responsáveis pelos atendimentos.
“Uma UTI não começa a funcionar simplesmente porque existem leitos e equipamentos disponíveis. É necessário preparar as equipes, estabelecer processos seguros e garantir que todos saibam como agir diante das necessidades de cada paciente”, explica Isabela.
A enfermeira também participou da implantação do serviço de Hemodiálise do hospital, contribuindo para a organização dos equipamentos, insumos e treinamentos necessários. Atualmente, supervisiona mais de 100 colaboradores, conciliando as exigências do atendimento intensivo com a gestão de pessoas.
“Quando uma equipe recebe treinamento, orientação e condições adequadas de trabalho, conseguimos organizar melhor a assistência. A gestão hospitalar precisa cuidar tanto dos pacientes quanto dos profissionais que estão diariamente ao lado deles”, afirma.
Outro aspecto importante de sua atuação é a prevenção de falhas no atendimento. Isabela trabalha com indicadores hospitalares, análise de ocorrências e elaboração de protocolos, documentos que orientam os profissionais sobre procedimentos e ajudam a padronizar os cuidados.
“Segurança do paciente não pode ser apenas uma expressão utilizada em reuniões. Ela precisa estar presente na identificação correta, na administração de medicamentos, na comunicação entre profissionais e em cada procedimento realizado”, destaca.
Antes de assumir suas funções atuais, Isabela coordenou a enfermagem do Pronto Atendimento Municipal de Araguari. Na unidade, participou de mudanças na organização dos atendimentos que, segundo seu histórico profissional, contribuíram para reduzir em aproximadamente 30% o tempo entre a chegada do paciente e a avaliação médica.
“Às vezes, melhorar o atendimento não significa construir uma estrutura maior. Significa identificar onde estão os atrasos, reorganizar os processos e permitir que os profissionais utilizem melhor o tempo disponível”, explica.
Sua experiência também inclui participação no processo de acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) conquistada pelo HUSF, além da criação de protocolos e programas de capacitação.
Para Isabela, a evolução dos hospitais brasileiros depende da integração entre conhecimento técnico, planejamento e valorização das equipes.
“Meu compromisso é contribuir para que os hospitais funcionem de maneira mais organizada, com profissionais preparados e pacientes recebendo uma assistência cada vez mais segura e humanizada”, conclui.

